quinta-feira, junho 30

Voa, meu fênix #2

Acordo com marcas negras abaixo dos meus olhos, como sempre acordara desde que se fora. Não havia dormido na noite passada, ainda sentindo falta da tua pele bronzeada, do teu olhar obcecado, dos teus lábios avermelhados, do teu timbre, de ti. Ponho-me, então, de pés e olho para teu pedestal que outrora fora cheio de vida. Assusto-me e sinto lágrimas escorrerem-me ao rosto, será que tua falta era tanta que eu já estava vendo miragens? Será que havia, enfim, enlouquecido pela falta que tua falta fazia? Quando, ainda assustada, vi teu semblante, e o vi caminhar até mim. Ainda estupefata, custei acreditar que tinhas renascido, meu fênix, até ver suas asas amarelas saltando por trás de tua figura e, sem pensar, aninhei-me em teus braços para nunca mais soltar-me.
Então é verdade que as fênix são como o sol, que se põe ao fim do dia, mas retorna no próximo amanhecer. Então é verdade que tu voltaste, meu amor. Tu, que fez minha vida reluzir novamente como um diamante. Que fez meus pensamentos terem valor novamente. Que voltou pra me deixar contente. Obrigada, meu fênix, por ser assim, tão fiel na tua promessa de voltar ao teu ninho, que tanto te esperou e que tanto rezou para que não tardasse.

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