Ouço canções veraneias e meus olhos enchem-se de gotas meticulosamente perfeitas, é dezembro, faz um ano que vi aquele corpo utópico, aquele sorriso angelical e aquele timbre espetacular. Desde que se fora, meu interior ficara imóvel, em uma constante inércia de falsos sorrisos e falsos dizeres. Quando voltarás, ó felicidade? Voltarás ao cair das trevas, para ocupar meu coração? Voltarás sob o eclipse, para enfeitiçar-me? Virás ver-me soluçar enquanto colo meu coração pedaço a pedaço? O coração que tu, ó sentimento desditoso, apunhalou. Quando voltarás para lastimar-se comigo?
Te espero aqui, nessa coletânia de verdades ocultadas atrás de falsas expressões. Nesse mundo de cores e formas não palpáveis, que fora feito para ti, e espera por ti, por toda nossa inalterável eternidade.

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