quinta-feira, junho 30

Voa, meu fênix #2

Acordo com marcas negras abaixo dos meus olhos, como sempre acordara desde que se fora. Não havia dormido na noite passada, ainda sentindo falta da tua pele bronzeada, do teu olhar obcecado, dos teus lábios avermelhados, do teu timbre, de ti. Ponho-me, então, de pés e olho para teu pedestal que outrora fora cheio de vida. Assusto-me e sinto lágrimas escorrerem-me ao rosto, será que tua falta era tanta que eu já estava vendo miragens? Será que havia, enfim, enlouquecido pela falta que tua falta fazia? Quando, ainda assustada, vi teu semblante, e o vi caminhar até mim. Ainda estupefata, custei acreditar que tinhas renascido, meu fênix, até ver suas asas amarelas saltando por trás de tua figura e, sem pensar, aninhei-me em teus braços para nunca mais soltar-me.
Então é verdade que as fênix são como o sol, que se põe ao fim do dia, mas retorna no próximo amanhecer. Então é verdade que tu voltaste, meu amor. Tu, que fez minha vida reluzir novamente como um diamante. Que fez meus pensamentos terem valor novamente. Que voltou pra me deixar contente. Obrigada, meu fênix, por ser assim, tão fiel na tua promessa de voltar ao teu ninho, que tanto te esperou e que tanto rezou para que não tardasse.

quarta-feira, junho 29

Desabafo

"Eu te amo!Mas parece que você não entende isso! Você fala como se eu não tivesse valor algum... tudo que vivemos, você fez questao de esquecer e agora estou aqui,sozinha, aprendendo a viver sem a melhor parte de mim... Fecho os olhos para tentar esconder-me da multidão de curiosos que me fitam com uma ânsia incessante de decifrar o que sinto, como se, alguma vez, tivessem importado-se comigo. Mas na verdade, isso tudo é apenas falsidade.
Já não consigo sorrir, as lágrimas insistem em descer pelo meu rosto gritando, clamando por você. Meu mundo enlouqueceu e eu posso ver a lua em plena luz do dia, penso que talvez ela possa estar contemplando minha solidão, tentando consolar-me e fazer-me entender que não é tão ruim, pois ela sempre esteve sozinha... Ouço um barulho infernal, que em muito contribui para minha catástrofe sentimental... Cadê você que não está? Minha vida sem você é solidão... Me diz porque não vem, pois esse coração sofre. Não me diga não, não vá embora não."
Palavras Sofridas de Roberta Dominick.

- Minha grande amiga... Quando Deus tira de nós algo que amamos, Ele não está punindo-nos, mas apenas abrindo nossas mãos para receber algo melhor. Sei que é dificil entender que a solidão pode ser benigna, mas ninguém melhor do que eu, Laurene Okada, pra te ensinar como felicitar-se com a solidão. E, na idade que estamos, teremos que conviver com muitos 'Adeus' à alguns 'Carlos' da nossa vida. Isso não é o fim, amiga. Te agradeço por me escolher para ser a pessoa que ouviu seu desabafo. Te amarei sempre, fiel companheira.

sábado, junho 25

Conto #2

Certo dia, enquanto degustava uma xícara de chá, um garotinho questionou-me: “por que motivo tuas vestes são negras?” Prontamente, afirmei: “sinto-me bem dessa forma.” Notei que aquele garotinho olhou-me com desprezo e, ao fim, retrucou: “que horror! Como pode sentir-se bem vestida assim? As pessoas nem notam tua presença ao passarem por aqui...” Ao que eu, já sentindo-me ofendida por aquele diálogo, proferi: “mas tu notaste, ó ser insignificante!” Ele, então, esvaiu-se para longe de mim como a água esvai para longe do fogo, ainda fitando-me de longe com aqueles pequenos olhos confusos.
Depois de refletir, senti-me angustiada por ter atingido o pequenino com aquelas palavras, porém cheguei a uma conclusão: vivemos em um mundo colorido e triste. Aos olhos de muitos, essa frase parecerá paradoxal e sem sentido, porém, para aqueles que são vítima como eu fui, será de um valor inestimável. Esse mundo não é um mundo ilusório criado por mim, e sim, um mundo palpável criado por um Big Bang. Mundo este que impõe às pessoas a sua maneira de viver e conviver. Mundo este onde as pessoas que amam o breu são vistas como satânicas ou canibais. Mundo este onde as pessoas que usam óculos são comparadas à cantores de músicas infantis. E o mais deprimente de tudo isso é que nascemos cobertos com esse maldito arco-íris embutido em nossas mentes, hipócritas, preconceituosos e vazios.
E assim seguimos vivendo, sofrendo cada vez mais com a inutilidade da mente humana, nesse infinito manto espectral, e continuaremos vivendo até que, enfim, ele exploda, nesse “mix” de cores inimagináveis e fúteis.

ps.: para César, meu mais novo amigo, que me fez refletir sobre o mundo atual. Valeu "pe lanza" xD

sexta-feira, junho 24

Conto

Certo dia, ao lamentar-me, vi um homem sentado à beira de um lago. Fiquei perplexa ao perceber que ele olhava para o horizonte, estupefato, como se algo o enfeitiçasse. Aproximei-me e perguntei: “O que olhas, senhor?” e ele, assustando-se com minha voz, respondeu: “estou a amar”. Pensei na triste hipótese de que aquele senhor estava louco, afinal, como estava a amar se não havia ninguém ao seu lado? Surpreendi-me quando ele disse à mim: “Já sei, és mais uma que pensa que estou ficando louco, não é? Todavia, eu amo o vento e, mesmo que não possa vê-lo fisicamente, vejo-o com os olhos da paixão, mesmo que não possa tocá-lo, abraço-o com minhas palavras e declarações de amor e, como você, eu posso senti-lo, porém isso, apenas isso, faz com que minhas emoções corram alegres por esse lugar e tragam até mim o verdadeiro sentido do amor.” Fiquei emocionada com suas palavras, que me fizeram refletir: onde está o amor que tanto se conjura? Onde estão os sentimentos bons, os carinhos, as delicadezas? Onde estão os seres humanos apaixonados que fazem de tudo por amor? Penso que todos nós deveríamos aprender com aquele senhor que, embora velho, não desistiu de sua paixão em nenhum momento, e continuava ali. Aquele senhor que, mesmo com as dificuldades, não largava sua “amada” por nada. Então, deixo a frase: “cuide bem do seu amor, seja quem for.” E que todos sejam felizes com seus amores, independentes de onde eles estejam o do que você terá que fazer para tê-los.

quinta-feira, junho 23

Voa, meu fênix


No raiar da madrugada, encontrei-me na cidade da perdição. Minha frenesi aguçava-se à medida que aproximava-me de teus aposentos. Caminhei como que ébria pelas ruas daquela cidade calada e, uma a uma, as lâmpadas oscilavam e apagavam, mostrando-me uma saudosa escuridão sem fim. Cheguei à teu leito e fitei-o por um instante. Tua pele fria e pálida deixava-me aflita, teus olhos fundos e amarelados esforçavam-se para ver minha silhueta, que sempre fora, para ti, milimetricamente perfeita. Maldita catalepsia, que insiste em querer embuçar-te com o manto da morte.
Quando dei de acordo de mim, lágrimas cortantes tomavam conta de minha face, e as flores que trouxera para ti secaram e caíram. Seria essa, então, a força da morte, como já me haviam dito? Dei um último olhar a ti, meu fênix, e pedi aos anjos que abençoassem teu sudário e entonassem canções nênias para fazer-te descansar em paz... Retornei ao meu castelo alado, agora repleto de melancolia e dor, e deixei-me adormecer pensando em ti, em meio ao relento... Minha tez murchou-se e minha expressão tornou-se fúnebre em segundos. E, enfim, pude dançar eternamente contigo no nosso mundo, no nosso jardim de cicutas e lírios cuidadosamente plantado por ti, minha dádiva.

quarta-feira, junho 22

Para ti

Sofri. Como qualquer ser humano, chorei. Em meio a corações enamorados e felizes, dissipei meu espírito em profunda dor. Quando me deixaste, corri novamente para minha toca e me escondi. De que adianta a sociedade mascarar uma aberração, se ele continuará sendo uma aberração? E, enquanto meu ser perdia-se em felicidade mascarada, meu lado obscuro adormecia.
Depois que te fostes, voltei a ser só, voltei a ser vil, voltei a desgraçar-me... Talvez não devesse ter contado todos os meus segredos a ti, talvez devesse continuar escondendo meu sotaque e meu rosto, talvez devesse não ter te dado tanta liberdade, talvez não devesse ter me entregado a esse sentimento que apunhala a todos, independente de sua força.
Mas não importa. Não importa o coração, não importam os meus olhos, não importam as minhas crenças, meus castigos, meus textos, meus pensamentos, meu sofrimento, nada importa se não consigo esquecer-te e, não importa o que aconteça e o que não aconteça também, sei que meu coração continuará batendo por ti,
sei que meus olhos continuarão a ver-te em tudo, sei que continuarei a crer que voltarás, sei que meus castigos serão por não deixar-te, sei que meus textos serão inspirados em ti, sei que meus pensamentos serão enviados a ti como cartas, sei que meu sofrimento será eterno.
E se minha figura aparecesse em tua fronte? O que farias? Fugiria dessa assombração ou me abraçaria e diria que me ama? Correria para longe ou correria para ter comigo? Te cegarias ou não piscaria pra não deixar de ver-me? Tudo isso ainda irei descobrir, logo logo, e assim creio.

terça-feira, junho 21

Gritos

Há muito eu nem mais tento, porque sei que eu pareço não conseguir pensar em qualquer coisa além de você. Sua respiração em meu rosto me aquece, mesmo não te vendo, esse beijo suave que eu provo sem presença física. O que eu provo é a verdade.
Nós sabemos o porque que eu vim aqui, nesse lugar tão longe de tudo e escondido do mundo, eu quero depender de você pra sempre, cansei de ser independente... Eu não quero mais ser questionada sobre tudo... Não quero mais ser aquela que sabe de tudo... Não quero mais ser essa ‘garota madura e tão vil’ que eles pensam...
Eu quero estar com você e, ao menos por uma noite, ser a única que estará em seus braços, aquela que você segurará, aquela garota dedicada e delicada. Eu quero estar com você e não há nada mais a dizer, não há nada mais, eu quero mais do que me sentir deste jeito, e do que te sentir deste jeito, eu quero estar com você pra poder, enfim, ver a felicidade no seu olhar ao me olhar. Quero te abraçar e pedir que me beije, e que esse beijo seja infinito.
Porque as lâminas cortantes não existem na distância? Porque só eu, quando sofro, quero cortar-me e ser colocada embaixo da minha lápide? Esse tormento de gelo ainda me faz chorar e, se por um instante, fosse possível morrer para viver um sonho, então eu gostaria de morrer, mas ninguém nunca ouve meus gritos desesperados e silenciosos.
A adaga da distância me fere a cada segundo... E me mata, fazendo com que te veja e não te toque... Mas esse toque um dia chegará, e, nesse dia, farei questão de sorrir da distância que me massacrou por tanto tempo. E, no dia do seu enterro, farei questão de levar flores.

Memory

Meia noite, nem um som da rua. A lua perdeu sua memória? Ela está rindo sozinha sob a luz das lâmpadas, as folhas secas se recolhem aos meus pés e o vento começa a se afligir. Lembrança, totalmente sozinha a luz da lua. Eu podia sorrir nos dias passados, a vida era bonita, então eu me lembro do tempo que eu conheci o que era felicidade.Deixe a lembrança viver novamente. Todas as lâmpadas da rua parecem piscar, um aviso fatalista. Alguém murmura e as lâmpadas da rua se apagam, e logo será de manhã.
Luz do dia, eu devo esperar pelo nascer do sol, eu devo pensar em uma nova vida, eu devo partir quando o amanhecer se aproxima, essa noite será uma lembrança também e uma nova vida começará. Queimar os fins dos dias esfumaçados, o frio envelhecer cheira a manhã onde as lâmpadas da rua morreram. Outra noite se acabou, outro dia está nascendo.
Toque-me, é tão fácil de me abandonar sozinha com uma lembrança dos meus dias no sol. Se você me tocar você entenderá o que é felicidade. Olhe, um novo dia começou.

- eu te amo. e te amarei pra sempre. e, pra todo o sempre, serei sua. E você sempre será minha felicidade, e eu a sua. E continuo te querendo, e prossigo sempre te querendo mais e mais, e esse sentimento nunca mudará. E continuarei esperando-te no nosso mundo não criado e no nosso sentimento não vivido.



ps: talvez o blog fique off por uns tempos... assim que voltar, aviso.

segunda-feira, junho 20

Futilidade Pioneira



Se por cada momento que penso em você, eu ganhasse um segundo de vida, tenho certeza que não iria morrer, porque eu penso em você dia e noite. Se por cada lembrança que tenho de você, ganhasse um pouco de areia, nem deserto nem mares haveriam porque seria minha toda a terra do planeta. Eu penso em você enquanto durmo, eu penso em você ou sonho contigo. Acordo e, sem perceber, pronuncio teu nome, logo beijo sua foto que está na minha mesinha de canto. Eu penso em você a cada instante, eu penso em você unicamente, e não tem nada que possa me afastar de você nenhum momento porque você está dentro da minha alma e no meu pensamento. Eu penso em você. Mesmo que estejas tão longe, eu sinto que estás perto de mim. Vives sempre na minha mente e em meu coração. Eu nunca vou te esquecer...

- Créditos de imagem: Carlos, com seu LG KP570 e seu grande talento para desenhos. Obrigada.

Lágrimas de Sangue


Ouço canções veraneias e meus olhos enchem-se de gotas meticulosamente perfeitas, é dezembro, faz um ano que vi aquele corpo utópico, aquele sorriso angelical e aquele timbre espetacular. Desde que se fora, meu interior ficara imóvel, em uma constante inércia de falsos sorrisos e falsos dizeres. Quando voltarás, ó felicidade? Voltarás ao cair das trevas, para ocupar meu coração? Voltarás sob o eclipse, para enfeitiçar-me? Virás ver-me soluçar enquanto colo meu coração pedaço a pedaço? O coração que tu, ó sentimento desditoso, apunhalou. Quando voltarás para lastimar-se comigo?
Te espero aqui, nessa coletânia de verdades ocultadas atrás de falsas expressões. Nesse mundo de cores e formas não palpáveis, que fora feito para ti, e espera por ti, por toda nossa inalterável eternidade.

Por te amar

Já paraste pra pensar na vida hoje? Já paraste de olhar para os teus "valores" e notou, por apenas um instante, que ninguém pode parar de viver para ti? Já pensou que seres ignorantes e individualistas também têm problemas? Que não importa o tamanho e a brutalidade de um povo, sempre existirá um Judas para acusá-lo? 
Não importa o tamanho dos demônios que te assolam, pois sempre serão demônios. E, mesmo que o mundo pese, teus ombros ainda o suportam, e vai de ti, apenas de ti, permitir ou não que ele caia... Parte de ti, ó ser inanimado e sem vigor, apartar as dores de dias sem fim e viver sem medo do após... Afinal, o mundo é como a morte: só machuca os fracos, corações de vidro perdidos em meio a tempestade, pois os fortes, aqueles corações de pedra, já se foram para gozar da eterna e acalentadora dor do sono profundo.
E, por todos os anjos da morte aqui presentes, não se mate e, principalmente, não "se morra".

domingo, junho 19

Disillusion

É cedo. Os primeiros raios solares de um dia sombrio penetram em meus vitrais e uma onda de calor repentinamente toma conta do meu ser. Desperto e tão logo encontro-me curiosamente alegre, pois acabo de notar teu peito sob minha cabeça... Meu interior tão logo afoga-se em um mar de euforia, pois tu não fostes embora.
Sigo feliz para meu martírio diário, pois tu me acompanhas. Tua figura segue-me por entre os corredores do labirinto da minha rotina, vestindo aquele sobre-tudo amarelo que me enloquece, fitando-me com aqueles olhos castanhos e sorrindo-me com expressão acalorada e dissimulada. Me proteges até o triste momento em que minhas botas manchadas de sangue escarlate infelizmente trazem-me de volta ao meu recanto de névoa e à minha triste condição.
Entro em meu casulo negro e tão logo encontro-me raivosa pois, mesmo que eu não aceite, a ausência da tua presença persiste em me assombrar e me faz estremecer estranhamente... E, mesmo que eu perlute em idealizar um personagem igual a ti, nada ele será além de uma miragem, uma imagem ilusória, criada para satisfazer meus anseios particulares. Tu não estavas lá. E, quando consigo, enfim, conformar-me, minha realidade se esvai e, ao retornar, traz consigo meu grande aliado: o último suspiro, que me faz ver-te e me dá poder para venerar-te por toda a eternidade, mesmo que não saibas.

Saudade Obsessiva


Há quem diga que todas as noites são noites de sonhos... As minhas são de tormento. Um tormento eloquente que toma conta de todo o meu ser, um sentimento viril que toma conta da relva da minha alma, e eu decido então, quero morrer se não estiver contigo. As gotas de lágrimas caem devagar, escorrendo pelo meu rosto, uma terra amaldiçoada pela injustiça. Meu corpo padece em um recanto de trevas recordando seu rosto, sua voz, seu mundo, que completaria meu mundo, se não vivêssemos em mundos distantes.
Eu me pergunto: ‘será que os anjos amam?’ Para eles deve ser bem fácil amar, afinal, os anjos têm asas. Enquanto eu, mera mortal, só tenho asas de angústia, enquanto espero, congelada, depois de tanto vagar pelas noites sozinha, sentindo meu coração longe.
Me perdi em ti, e hoje me encontro em uma enorme sala escura que só me faz lembrar de ti. E espero que, quando essa recíproca noite de tormento acabar, você esteja aqui, pra acabar de vez com essa vida depressiva, com essa saudade obsessiva.

sábado, junho 18

Ao amor


No cair das sombras, eu vi, em meio a sonhos tão dispersos, um coração que ainda batia. Em meio a um turbilhão de sentimentos fúnebres, aquele coração insistia em bater por alguém, e esse alguém era eu, justo eu, que sempre fora tão fria e calculista. Senti o choro de alguém tão igual a mim, que nunca havia encontrado alma alguma. E, com um sorriso nostálgico, mergulhei na noite e decidi viver no tal mundo que ele criou para nós. E os sonhos, que outrora ficaram em segundo plano, vinham para iluminar meus dias de neblina sem fim no meu pequeno buraco negro, que cada vez mais se enchia de cores particulares e me fazem me entregar cada vez mais, sem medo de cair no jardim da apatia e da desilusão. Me tens a teu lado, sempre, a segurar-te com pulso firme para que só caia quando eu estiver contigo. Tens meu coração, oscilando de paixão e ansiedade. E tens uma alma e um corpo, que serão pra sempre seus. Me espere, querido. 

Agradecimentos Póstumos.


Depois de muita insistência, começarei a escrever nesse blog. Não colocarei aqui experiências banais... Pensamentos e textos de minha autoria ou não, servirão para que me conheçam, afinal, escrevo o que penso, sempre e, diferente do que muitos pensam, eu não sou o que escrevo. Dificilmente falarei sobre algo feliz, porque a felicidade é uma completa incógnita, e tentar resumi-la em palavras é para os fracos de espírito.
Devo muito ao meu grande companheiro Carlos Roberto Santos Pereira, que me fez com que confiasse o bastante nele para mostrar um dos meus textos, que, por sinal, nunca mostrei a ninguém. Depois de muito encher meu ego com seus lisongeios, meu fiel amigo me fez criar este blog. Espero que pessoas possam se identificar com minhas suscintas palavras e que, assim, eu possa descansar em paz, sabendo que minhas atitudes, que outrora eram apenas gotículas, fluíram e se tornaram um grande Oceano de histórias e lembranças.