No cair das sombras, eu vi, em meio a sonhos tão dispersos, um coração que ainda batia. Em meio a um turbilhão de sentimentos fúnebres, aquele coração insistia em bater por alguém, e esse alguém era eu, justo eu, que sempre fora tão fria e calculista. Senti o choro de alguém tão igual a mim, que nunca havia encontrado alma alguma. E, com um sorriso nostálgico, mergulhei na noite e decidi viver no tal mundo que ele criou para nós. E os sonhos, que outrora ficaram em segundo plano, vinham para iluminar meus dias de neblina sem fim no meu pequeno buraco negro, que cada vez mais se enchia de cores particulares e me fazem me entregar cada vez mais, sem medo de cair no jardim da apatia e da desilusão. Me tens a teu lado, sempre, a segurar-te com pulso firme para que só caia quando eu estiver contigo. Tens meu coração, oscilando de paixão e ansiedade. E tens uma alma e um corpo, que serão pra sempre seus. Me espere, querido.

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