quarta-feira, novembro 9

Contos de Smerlldar

A história que se segue faz parte de meu conto chamado "Contos de Smerlldar", onde conto a história como sendo Malnnil, um dos protagonistas deste conto fantasioso baseado na mitologia escandinava e celta. Espero que gostem.

Era solstício de verão, um dia tão agradável

O canto dos pássaros apaziguavam  a minha alma
Enquanto caminhava em uma estrada no meio de um bosque
Eu avistei um anão que me disse que bem perto dali havia uma vila
Onde vivia um sábio, que sempre estava bebendo hidromel na taverna local
E que ele poderia me ajudar a achar o que eu estava procurando
Algo que me deixou intrigado, por não entender como aquele anão fumando seu cachimbo poderia saber pelo que eu a tanto procurava
Mas mesmo com minhas duvidas continuei na estrada de pedras incrustadas
Até que cheguei à aquela tal vila, um lugar pacífico e bem alegre
Era Smerlldar, a "Vila do Comércio" daquela região das Terras Völspa
Chegando a vila um residente local veio cumprimentar-me e me convidar para desfrutar de sua hospitalidade
Eu logo aceitei, pois minha viagem havia sido longa e cansativa.
Ele me ofereceu pão fresco, o seu melhor presunto de porco e hidromel
Em seguida me questionou:
- Meu rapaz, o que traz você aqui, à nossa humilde cidade - disse isso com uma risada com um semblante bem alegre em seu rosto - veio negociar? Comprar suprimentos? Passar a noite, ou simplesmente desfrutar de minha hospitalidade? - Mais uma vez deu uma risada. Seu nome era Johill, um homem muito bom, e de coração puro, e que era famoso por sua hospitalidade e por suas aventuras fora da vila.
Vim atraz de um sábio que passa seus dias a beber hidromel na taverna local - Respondi.
Ah! Procuras pelo velho Kendorth? Haha! Ele é um grande amigo meu, além de parceiro de aventuras! Mas... - interrompido por um gole de hidromel - o que queres com o velho Kendorth? - Perguntou Johill.
Preciso saber sobre algo que acho eu que só ele pode me dizer - Disse eu. Está bem! - Disse Johill enquanto levantava-se da cadeira e vestia seu casaco - Vamos a tal taverna para que possas conversar com o velho.
Saímos então de sua casa e chegamos a tal taverna, e lá estava, um senhor forte, de cabelos louros já quase que todo grisalho, e ele estava bebendo seu hidromel como de costume.
Kendorth, meu velho! - disse Johill estendendo seus braços para um abraço.
Olá Johill, seu velho tolo! - Enquanto abraçava Johill e lançava gargalhadas.
Este jovem fez uma viagem bem longa apenas para ter um pouco de sua "sabedoria"! Haha! - disse Johill com um tom de sarcasmo quando disse "sabedoria".
Oh! Meu jovem, vieste só para me ver? Então diga, diga o que deseja! - Disse Kendorth bem sorridente.
Eu vim atrás de Krruock"Troll - palavra em Triolla Mûn que traduzida significa "Matador de Troll".
O clima fechou entre eles, seu semblante mostrava preocupação e temor. Kendorth exclamou com um tom de medo: Meu rapaz, não fale mais este nome aqui! Meu Rapaz, tu és tão jovem, não vá atrás dessas lendas sobre heróis contadas pelos anões! Isso não lhe levará a nada, e se levar será à dor!
Mas senhor, preciso achar respostas sobre ele! Vê este cordão que porto? foi me dado por meu pai, e é passado por nossa descendência há um longo tempo, e a única coisa que há nele escrito é isto: "Krruok"Troll". E é a única informação que temos do primeiro portador deste cordão! Um Anão chamado Ghrandir me disse... - fui interrompido por Kendorth, que então disse com um tom de espanto - Ghrandir! Você disse Ghrandir, o "Anão da Barda de Ouro"?! Aquele que tem um irmão cujo nome é Beimbrar, o "Anão da Barba de Bronze"?! Eles são dois loucos ferreiros que adoram uma confusão e uma jornada em busca de um tesouro maluco perigoso!
Mas senhor! O cordão! Preciso saber mais sobre ele! Por favor! - Disse Malnnil.
Ham! - suspirou Kendorth - Está bem meu rapaz, o que posso lhe dizer é o seguinte...
Continua.

Caso tenham gostado, comentem, pois em breve espero terminar este livro e disponibilizar para a leitura de todos os interessados e amantes da literatura fantástica. Desde já agradeço.

terça-feira, novembro 8

O Fim de Uma Era


Cheiro podre da hipocrisia no ar
Posso sentir a sua corrupção dando morte a quem não devia
As velas negras estão hasteadas
E sopram com a fúria do mar
Tento ver em meio a tempestade um pouco de sanidade em você
Minha mente vagueia no temor dos tolos
Mesmo sem querer vou à busca daquele ouro conseguido com sangue
A ambição me consome com aquele desejo de poder
Meu coração é traiçoeiro e pervertido
Queria poder dizer a você o quanto mudei, mas não posso
Uma maldição em mim, o ódio que corrompe o meu ser
Posso ouvir o sussurro da morte, que como que amiga do destino me dá uma segunda chance
Crio um deus pra mim, criou uma humanidade para sofrer e ser morta por mim
Tão profano e sem amor é o seu canto, em uma igreja de mentiras
A pólvora explode a última esperança, e eu sei o quanto sou frio
Os meus olhos ardem com a podridão que exala dos corpos
Que foram ali jogados para disfarçar o purgatório que havia ali
Você não quer saber, mas a sua alma sabe que seu fim chegou
O fogo queima os prédios, e a carnificina começa!
É meu amigo, é o fim da Era, o fim de todo o começo de esforços míseros para alcançar a imortalidade e a paz que nunca existiu!
E, se mentir é feio, não encarar a realidade é muito pior
Terminamos agora com brasas que nos transformam em pó de injustiça que nos maquiava como sociedade visionaria!