terça-feira, novembro 8

O Fim de Uma Era


Cheiro podre da hipocrisia no ar
Posso sentir a sua corrupção dando morte a quem não devia
As velas negras estão hasteadas
E sopram com a fúria do mar
Tento ver em meio a tempestade um pouco de sanidade em você
Minha mente vagueia no temor dos tolos
Mesmo sem querer vou à busca daquele ouro conseguido com sangue
A ambição me consome com aquele desejo de poder
Meu coração é traiçoeiro e pervertido
Queria poder dizer a você o quanto mudei, mas não posso
Uma maldição em mim, o ódio que corrompe o meu ser
Posso ouvir o sussurro da morte, que como que amiga do destino me dá uma segunda chance
Crio um deus pra mim, criou uma humanidade para sofrer e ser morta por mim
Tão profano e sem amor é o seu canto, em uma igreja de mentiras
A pólvora explode a última esperança, e eu sei o quanto sou frio
Os meus olhos ardem com a podridão que exala dos corpos
Que foram ali jogados para disfarçar o purgatório que havia ali
Você não quer saber, mas a sua alma sabe que seu fim chegou
O fogo queima os prédios, e a carnificina começa!
É meu amigo, é o fim da Era, o fim de todo o começo de esforços míseros para alcançar a imortalidade e a paz que nunca existiu!
E, se mentir é feio, não encarar a realidade é muito pior
Terminamos agora com brasas que nos transformam em pó de injustiça que nos maquiava como sociedade visionaria!

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