sexta-feira, setembro 16

Furyo Kako Omoide

Um gole. Um ato. Um bipe... Desespero. Lagrimas. Dor... Naquela maldita noite, sob aquele maldito céu azul anil, aquele protótipo de mente medíocre tentara roubar de si mesmo o que pensava que o afligira... E eu, até então, nunca havia pensado que um simples roubo deixar-me-ia tão abatida... Não tenho conseguido agir normalmente, pois tua figura caótica e sublime ainda persegue-me... Sinto-me reles e a culpa me assombra por não ter te impedido...
E a dor, que sempre fora maçante e sempre me acompanhou, hoje, acentuou-se de maneira que já não mais consegui sentir o abraço da brisa congelante do inverno.
E o teu semblante... E o teu sorriso... E o teu olhar... Malditas imagens que, aos poucos, se esvaem da minha mente... E, mesmo assim, sigo pedindo aos alvos anjos celestiais que te protejam como nunca te protegeram... E que, ao findar da manhã, tais anjos provem sua existência e tragam de volta o meu ser outra vez, para que nunca mais escorras para longe do que será eternamente teu...

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