Um gole. Um ato. Um bipe... Desespero. Lagrimas. Dor... Naquela maldita noite, sob aquele maldito céu azul anil, aquele protótipo de mente medíocre tentara roubar de si mesmo o que pensava que o afligira... E eu, até então, nunca havia pensado que um simples roubo deixar-me-ia tão abatida... Não tenho conseguido agir normalmente, pois tua figura caótica e sublime ainda persegue-me... Sinto-me reles e a culpa me assombra por não ter te impedido...
E a dor, que sempre fora maçante e sempre me acompanhou, hoje, acentuou-se de maneira que já não mais consegui sentir o abraço da brisa congelante do inverno.
E o teu semblante... E o teu sorriso... E o teu olhar... Malditas imagens que, aos poucos, se esvaem da minha mente... E, mesmo assim, sigo pedindo aos alvos anjos celestiais que te protejam como nunca te protegeram... E que, ao findar da manhã, tais anjos provem sua existência e tragam de volta o meu ser outra vez, para que nunca mais escorras para longe do que será eternamente teu...
Nenhum comentário:
Postar um comentário