quarta-feira, setembro 14

A Floresta dos Bardos

A noite cai, como que entristecida e sombria
a lua ilumina aquilo que não podemos enxergar, ou simplesmente não queremos
estou pensativo, sobre o que eu realmente quero
penso se vale a pena aproveitar o ultimo resquício do sol
sabendo que sou fraco, mas mesmo assim luto
em meio a todo este crepúsculo as sombras dançam e rodopiam
e toda a minha fraqueza se torna bela
querendo ser forte, mas vendo que sou tão negro como as sombras.

Nem o sangue é tão vermelho quanto o meu ódio
na fogueira, na floresta as cinzas levam embora você.

Uma noite calma e pacata, onde nós caminhamos sobre os mortos
depois de tanto sofrimento queremos um pouco de paz
a grama baixa, e algumas gotas de orvalho
dentro do circulo sagrado as flautas ressoam como que dominantes
seres de natureza imaculada são aqueles que nunca existiram
e eu sou apenas um tolo que escreve o que lhe vem a mente
esperando algum dia um motivo para sair desta floresta mórbida e sem vida.

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